Senado: confusão no PMDB aumenta após Sarney deixar disputa
O anúncio de Sarney desestabilizou os planos de Renan
Numa semana marcada por brigas entre aliados e tentativas de reconciliação de antigos inimigos, a disputa pela Presidência do Senado transferiu-se para dentro das bancadas e virou uma Torre de Babel, onde ninguém se entende. José Sarney (PMDB-AP), o candidato que tinha mais trânsito entre os partidos, aumentou a confusão, ao dizer que não pretende concorrer. Com isso, a disputa ficou polarizada entre o petista Tião Viana (AC), candidato declarado, e Renan Calheiros (PMDB-AL), que busca um nome para enfrentá-lo.
O anúncio de Sarney desestabilizou os planos de Renan. Para piorar, o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), que era aliado dos dois, cedeu à pressão do Palácio do Planalto e passou a trabalhar para que a bancada apóie Tião. Mas a idéia de ceder espaço na disputa pela presidência não agrada à maior parte dos peemedebistas, segundo Neuto de Conto (SC). “Não existe a possibilidade de cedermos um direito que é nosso. Temos a maior bancada e, com isso, o direito e a tradição de apresentar uma candidatura. O partido está coeso nessa questão e só não fechamos na última quarta-feira porque há tempo para mais discussão”, disse.
Mas Leomar Quintanilha (PMDB-TO), tradicional aliado de Renan, admite que a falta de entusiasmo de Sarney mexeu com as convicções do partido em torno de uma candidatura própria. “Se essa indisposição do Sarney se confirmar, ou o partido fecha com outro nome ou pode terminar se dividindo”, avalia.
O problema é encontrar esse nome. Renan tem incentivado as pretensões de vários senadores, mas não conseguiu encontrar ninguém com chances de vitória. Na quarta-feira, depois de uma fracassada reunião da bancada do PMDB, ele procurou os líderes do DEM e do PSDB no Senado, José Agripino (RN) e Arthur Virgílio (AM), respectivamente. Irritado com o movimento do governo a favor de Tião, chegou a propor o lançamento de um nome da ala oposicionista do PMDB, como o senador Pedro Simon (RS). O movimento foi visto com desconfiança, tanto no governo quanto na oposição. A impressão é que Renan tenta usar Simon como um espantalho, capaz de assustar o governo e forçá-lo a negociar.
Oposição
Os oposicionistas também estão divididos, em especial o PSDB. Virgílio negocia com o PMDB. O argumento é impedir que o PT controle o Senado. Mas o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) trabalha por Tião, numa reação contra Renan. E o governador de São Paulo, José Serra, trabalha (nem tão) silenciosamente pelo petista. O raciocínio de Serra mira nas eleições de 2010. Renan e Sarney comandam a ala mais ligada ao governo Lula no PMDB, enquanto a ala da Câmara, liderada por Michel Temer (SP), é próxima do PSDB. Se os senadores forem derrotados e Temer vencer, a balança de poder no PMDB pode mudar.
O DEM está contra o PT, mas espera impaciente por uma definição dos peemedebistas. “Estamos no aguardo do PMDB e devemos fechar com eles. Existe essa disposição de entendimento. Mas, se não for possível, se eles não entrarem num consenso, pode acontecer de lançarmos um nome”, diz Agripino.
O anúncio de Sarney desestabilizou os planos de Renan. Para piorar, o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), que era aliado dos dois, cedeu à pressão do Palácio do Planalto e passou a trabalhar para que a bancada apóie Tião. Mas a idéia de ceder espaço na disputa pela presidência não agrada à maior parte dos peemedebistas, segundo Neuto de Conto (SC). “Não existe a possibilidade de cedermos um direito que é nosso. Temos a maior bancada e, com isso, o direito e a tradição de apresentar uma candidatura. O partido está coeso nessa questão e só não fechamos na última quarta-feira porque há tempo para mais discussão”, disse.
Mas Leomar Quintanilha (PMDB-TO), tradicional aliado de Renan, admite que a falta de entusiasmo de Sarney mexeu com as convicções do partido em torno de uma candidatura própria. “Se essa indisposição do Sarney se confirmar, ou o partido fecha com outro nome ou pode terminar se dividindo”, avalia.
O problema é encontrar esse nome. Renan tem incentivado as pretensões de vários senadores, mas não conseguiu encontrar ninguém com chances de vitória. Na quarta-feira, depois de uma fracassada reunião da bancada do PMDB, ele procurou os líderes do DEM e do PSDB no Senado, José Agripino (RN) e Arthur Virgílio (AM), respectivamente. Irritado com o movimento do governo a favor de Tião, chegou a propor o lançamento de um nome da ala oposicionista do PMDB, como o senador Pedro Simon (RS). O movimento foi visto com desconfiança, tanto no governo quanto na oposição. A impressão é que Renan tenta usar Simon como um espantalho, capaz de assustar o governo e forçá-lo a negociar.
Oposição
Os oposicionistas também estão divididos, em especial o PSDB. Virgílio negocia com o PMDB. O argumento é impedir que o PT controle o Senado. Mas o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) trabalha por Tião, numa reação contra Renan. E o governador de São Paulo, José Serra, trabalha (nem tão) silenciosamente pelo petista. O raciocínio de Serra mira nas eleições de 2010. Renan e Sarney comandam a ala mais ligada ao governo Lula no PMDB, enquanto a ala da Câmara, liderada por Michel Temer (SP), é próxima do PSDB. Se os senadores forem derrotados e Temer vencer, a balança de poder no PMDB pode mudar.
O DEM está contra o PT, mas espera impaciente por uma definição dos peemedebistas. “Estamos no aguardo do PMDB e devemos fechar com eles. Existe essa disposição de entendimento. Mas, se não for possível, se eles não entrarem num consenso, pode acontecer de lançarmos um nome”, diz Agripino.
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