'Dilma já foi escolhida por Lula para 2010', diz Tarso Genro
Segundo o ministro, Dilma irá representar a legenda nas eleições presidenciais de 2010.
O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta quinta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai defender junto ao PT a indicação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para representar a legenda nas eleições presidenciais de 2010.
Ele se excluiu da disputa ao dizer que, como membro do governo, deve "respeitar a escolha do presidente". E reconheceu que essa escolha é visível. "É a ministra Dilma."
"Tenho uma avaliação, por uma série de sinais, que o presidente já fez uma escolha, que vai propor ao partido. E eu, como membro do governo e subordinado politicamente ao presidente, devo respeitar a escolha dele. E acho que é uma escolha boa, que tem condições de ser acolhida pelo partido e fazer uma grande campanha", explicou.
O ministro ainda fez um balanço do primeiro turno das eleições municipais, com o auxílio, em alguns municípios, de tropas federais.
"Como ministro, recebi um relatório da PF [Polícia Federal], e salvo algumas regiões com instabilidade mais grave e mais séria, as eleições transcorreram num ambiente excepcional. A Justiça Eleitoral está de parabéns e a PF sempre esteve disponível, inclusive estará instalando um série de inquéritos para investigar e punir pessoas que tiveram comportamento ilegal."
Sobre o desempenho do PT, seu partido, Tarso afirmou que a legenda "saiu fortalecida nas grandes regiões metropolitanas e aumentou em aproximadamente 30% o número de prefeitos, o que reforça a continuidade do projeto representado pelo presidente Lula".
"Policialesco"
O ministro ainda rebateu as afirmações do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, de que o Brasil vive um "estado policialesco".
Segundo ele, a preocupação é legítima, mas o funcionamento das instituições do país mostra que estado policial seria, enquanto conceito, algo sem relação com a realidade.
As investigações contra o banqueiro Daniel Dantas são definidas por Tarso como dignas "de um estudo profundo da academia, dos experts em teoria do estado e funcionamento das instituições", pela complexidade das relações políticas mantidas pelo investigado.
O ministro também saiu em defesa da Polícia Federal, apesar de reconhecer suas divisões internas.
"Duvido que a PF tenha mais grupos do que tem o Judiciário ou o Ministério Público, por exemplo. A PF é uma polícia estabilizada, com direção legitimada, que tem, sim, algumas divisões internas a respeito da própria função da instituição, inclusive se ela deve ou não passar informações sigilosas para a imprensa."
Ele se excluiu da disputa ao dizer que, como membro do governo, deve "respeitar a escolha do presidente". E reconheceu que essa escolha é visível. "É a ministra Dilma."
"Tenho uma avaliação, por uma série de sinais, que o presidente já fez uma escolha, que vai propor ao partido. E eu, como membro do governo e subordinado politicamente ao presidente, devo respeitar a escolha dele. E acho que é uma escolha boa, que tem condições de ser acolhida pelo partido e fazer uma grande campanha", explicou.
O ministro ainda fez um balanço do primeiro turno das eleições municipais, com o auxílio, em alguns municípios, de tropas federais.
"Como ministro, recebi um relatório da PF [Polícia Federal], e salvo algumas regiões com instabilidade mais grave e mais séria, as eleições transcorreram num ambiente excepcional. A Justiça Eleitoral está de parabéns e a PF sempre esteve disponível, inclusive estará instalando um série de inquéritos para investigar e punir pessoas que tiveram comportamento ilegal."
Sobre o desempenho do PT, seu partido, Tarso afirmou que a legenda "saiu fortalecida nas grandes regiões metropolitanas e aumentou em aproximadamente 30% o número de prefeitos, o que reforça a continuidade do projeto representado pelo presidente Lula".
"Policialesco"
O ministro ainda rebateu as afirmações do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, de que o Brasil vive um "estado policialesco".
Segundo ele, a preocupação é legítima, mas o funcionamento das instituições do país mostra que estado policial seria, enquanto conceito, algo sem relação com a realidade.
As investigações contra o banqueiro Daniel Dantas são definidas por Tarso como dignas "de um estudo profundo da academia, dos experts em teoria do estado e funcionamento das instituições", pela complexidade das relações políticas mantidas pelo investigado.
O ministro também saiu em defesa da Polícia Federal, apesar de reconhecer suas divisões internas.
"Duvido que a PF tenha mais grupos do que tem o Judiciário ou o Ministério Público, por exemplo. A PF é uma polícia estabilizada, com direção legitimada, que tem, sim, algumas divisões internas a respeito da própria função da instituição, inclusive se ela deve ou não passar informações sigilosas para a imprensa."
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