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combate à violência     19/11/2008 - 18h42min

Secretaria da Mulher inicia campanha de combate à violência

No Maranhão, a coordenação será da Secretaria de Estado da Mulher


Nesta quinta-feira (20) terá início a Campanha Mundial 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. Com o slogan "Há momentos em que sua atitude faz a diferença. Lei Maria da Penha. Comprometa-se!", a campanha deste ano, 18º aniversário no Brasil, mostrará como há momentos em que se torna indispensável tomar uma atitude frente a esse tipo de situação, seja apoiando ou denunciando, mas sempre tentando buscar e oferecer ajuda.
No Maranhão, a coordenação será da Secretaria de Estado da Mulher, em parceria com secretarias de Estado da Segurança, Agricultura, Educação, Saúde, Igualdade Racial, Direitos Humanos e Cultura, prefeituras, conselhos municipais de direitos das mulheres, organismos executivos, órgãos e movimentos de mulheres de todo o Maranhão. Uma vasta programação será realizada a partir do dia 20 de novembro, visando dar ênfase à violência sofrida pelas mulheres, dando maior visibilidade à problemática e orientando como prevenir e proceder.
O evento desta quinta terá início às 8h30 horas no auditório da Faculdade de Arquitetura, localizado na rua da Estrela - Centro, com a mesa de diálogo "Mulher Negra e Violência: um duplo dividendo da sociedade". A professora Lourdes Siqueira ministrará a palestra "A violência simbólica da mulher negra na sociedade brasileira". Em seguida, a Profª Silvane Magali apresentará a pesquisa "Mulher Negra no Mercado de Trabalho". Os movimentos de Mulheres Negras e Quilombolas, Sindoméstico e Akoni apresentarão temas como Trabalhadora Rural e Quilombola e Violência no Campo; Trabalhadora Doméstica e a Violência; e Violência Doméstica Contra as Adolescentes.
À tarde, a partir das 14h00 horas, haverá a segunda mesa de diálogo, enfocando políticas públicas para mulheres negras, formada pela Secretária de Estado da Mulher Lourdes Leitão, por Vera Lúcia Costa, da Secretaria de Agricultura e pela advogada Cristiane Carvalho, que apresentará o Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência de São Luís, inaugurado há 5 meses e por onde já passaram mais de 170 mulheres em situação de risco. A abertura oficial da campanha 2008 acontecerá às 17 horas no mesmo local. Durante todo o evento haverá a disponibilização do teste rápido de Aids/HIV.
A programação completa está disponível no site www.semu.ma.gov.br. Discussões, momentos artísticos, exibição de filmes, seminários, sessões solenes em câmaras de vereadores e na Assembléia Legislativa, mesas de diálogos, eventos na capital e interior do Estado marcarão a campanha que acontecerá simultaneamente em 154 países. Maiores informações ainda pelo telefone (98) 2108-9101.
Campanha - No Brasil, a coordenação geral da Campanha Mundial 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, feita pela ONG Agende e pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, promoverá inúmeras atividades em todo o país entre os dias 20 de novembro e 10 de dezembro. A iniciativa, que será lançada oficialmente hoje no Congresso Nacional, tem ainda parceria de redes nacionais de movimentos feministas e de mulheres, de direitos humanos, agências da ONU, empresas públicas e privadas, órgãos governamentais do legislativo e do executivo federal. Um ponto de destaque da campanha será mostrar a história de 16 brasileiras que tomaram uma atitude e saíram da situação de violência na qual estavam inseridas, entre elas a da professora maranhense Cláudia Ferraz Luz, que foi vítima de agressões deferidas por um professor de educação física dentro da escola na qual trabalhava, em setembro deste ano, "Ele até me pediu perdão, para eu não levar o caso adiante, mas eu disse um "não", e que jamais admitiria que qualquer pessoa me tratasse daquela forma. Ele me deu socos, cortou meu rosto, falou coisas que eu nem posso repetir", pontua a professora que aceitou ser o rosto da campanha no Maranhão. "Tenho orgulho em participar, não sou eu que tenho que me envergonhar do que aconteceu, quero que as mulheres vejam em mim um exemplo de uma pessoa que disse não à violência", finaliza Claudia.
Edição: Igor Leonardo

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