Plano federal prevê queda de 70% no desmatamento até 2018
Base de cálculo é uma área de 19 mil km2; meta é cortar desmatamento e emissão de gases
O Plano Nacional de Mudanças do Clima, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia nesta segunda-feira, 1º, prevê uma meta de redução de 73% no desmatamento até 2018, informou uma fonte do Ministério do Meio Ambiente. A base para o cálculo é um valor médio do desmatamento apurado num período de dez anos encerrado em 2005, ou 19.500 quilômetros quadrados.
Essa proporção representa um teto para o desmatamento, em 2017, de cerca de 5.000 quilômetros quadrados, ou cerca de metade do índice registrado neste ano, de mais de 11 mil km2.
Para isso, o desmatamento entre 2006 e 2009 terá que ser reduzido inicialmente em 40%, em relação aos níveis do período 1996-2005.
Segundo os números divulgados na semana passada pelo governo, a Amazônia perdeu, entre agosto de 2007 e julho de 2008, cerca de 11.968 quilômetros quadrados.
De 2010 a 2013, a pretensão é diminuir a devastação em 30% em relação aos quatro anos anteriores (2006-2009) e para o período entre 2014 e 2017 a meta de redução também é de 30% com relação a 2010-2013.
O Brasil vinha sendo pressionado por outros países para assumir compromissos de redução da devastação da Amazônia e da emissão de gases poluentes.
O Plano, além disso, fixa metas para a redução das emissões de gás carbônico, principalmente aquelas provocadas pelo desmatamento.
O governo calcula que reduzindo o desmatamento em 70% até 2017, o País poderá evitar a emissão de 4,8 bilhões de toneladas de dióxido de carbono.
Para reduzir as emissões, o governo federal também se comprometeu a eliminar a prática de atear fogo aos canaviais para renovar o cultivo.
Carlos Minc admitiu que a decisão de assumir metas só foi possível "porque mudou a relação de forças dentro do governo para isso". "Também mudou a percepção da sociedade e dos cientistas sobre o assunto", disse.
O Plano brasileiro será apresentado nesta mesma semana na 14ª Conferência da ONU sobre Mudança Climática (UNFCCC), que começou hoje em Poznan, na Polônia, com a participação de 192 países.
"Apresentaremos um plano melhor do que o da China e o da Índia e, com segurança, melhor que o de outros países que nem sequer assinaram o Protocolo de Kyoto", disse Lula ao anunciar o Plano elaborado pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, no qual 12 ministérios têm representação.
"Mas não é suficiente ter um Plano, temos que realizar uma campanha de conscientização da sociedade brasileira sobre as vantagens comparativas que tem um país como o Brasil se preservar suas florestas", acrescentou o presidente.
Outra das metas do Plano é dobrar a área de floresta plantada dos atuais 5,5 milhões de hectares para 11 milhões de hectares em 2020.
Na área de energia está prevista a criação de uma política de eficiência energética que permita reduzir o consumo de eletricidade em 10% até 2030.
Para isso, o governo se comprometeu, durante os próximos dez anos, a mudar, a cada ano, um milhão de geladeiras antigas por modelos novos que consomem menos eletricidade.
Para o pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Paulo Moutinho, estabelecer metas internas representa um passo "importantíssimo" do país em demonstrar que está disposto a fazer muito mais do que vem fazendo atualmente.
"(O Brasil) também estará em uma posição internacional privilegiada de exigir dos países em desenvolvimento um empenho muito maior do que aquele até então anunciado", disse Moutinho.
O anúncio do plano ocorre dias depois de o governo ter divulgado um aumento de 3,8 por cento na taxa de desmatamento da Amazônia no período de um ano, de agosto de 2007 a julho deste ano, a primeira alta na taxa anual nos últimos quatro anos.
Essa proporção representa um teto para o desmatamento, em 2017, de cerca de 5.000 quilômetros quadrados, ou cerca de metade do índice registrado neste ano, de mais de 11 mil km2.
Para isso, o desmatamento entre 2006 e 2009 terá que ser reduzido inicialmente em 40%, em relação aos níveis do período 1996-2005.
Segundo os números divulgados na semana passada pelo governo, a Amazônia perdeu, entre agosto de 2007 e julho de 2008, cerca de 11.968 quilômetros quadrados.
De 2010 a 2013, a pretensão é diminuir a devastação em 30% em relação aos quatro anos anteriores (2006-2009) e para o período entre 2014 e 2017 a meta de redução também é de 30% com relação a 2010-2013.
O Brasil vinha sendo pressionado por outros países para assumir compromissos de redução da devastação da Amazônia e da emissão de gases poluentes.
O Plano, além disso, fixa metas para a redução das emissões de gás carbônico, principalmente aquelas provocadas pelo desmatamento.
O governo calcula que reduzindo o desmatamento em 70% até 2017, o País poderá evitar a emissão de 4,8 bilhões de toneladas de dióxido de carbono.
Para reduzir as emissões, o governo federal também se comprometeu a eliminar a prática de atear fogo aos canaviais para renovar o cultivo.
Carlos Minc admitiu que a decisão de assumir metas só foi possível "porque mudou a relação de forças dentro do governo para isso". "Também mudou a percepção da sociedade e dos cientistas sobre o assunto", disse.
O Plano brasileiro será apresentado nesta mesma semana na 14ª Conferência da ONU sobre Mudança Climática (UNFCCC), que começou hoje em Poznan, na Polônia, com a participação de 192 países.
"Apresentaremos um plano melhor do que o da China e o da Índia e, com segurança, melhor que o de outros países que nem sequer assinaram o Protocolo de Kyoto", disse Lula ao anunciar o Plano elaborado pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, no qual 12 ministérios têm representação.
"Mas não é suficiente ter um Plano, temos que realizar uma campanha de conscientização da sociedade brasileira sobre as vantagens comparativas que tem um país como o Brasil se preservar suas florestas", acrescentou o presidente.
Outra das metas do Plano é dobrar a área de floresta plantada dos atuais 5,5 milhões de hectares para 11 milhões de hectares em 2020.
Na área de energia está prevista a criação de uma política de eficiência energética que permita reduzir o consumo de eletricidade em 10% até 2030.
Para isso, o governo se comprometeu, durante os próximos dez anos, a mudar, a cada ano, um milhão de geladeiras antigas por modelos novos que consomem menos eletricidade.
Para o pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Paulo Moutinho, estabelecer metas internas representa um passo "importantíssimo" do país em demonstrar que está disposto a fazer muito mais do que vem fazendo atualmente.
"(O Brasil) também estará em uma posição internacional privilegiada de exigir dos países em desenvolvimento um empenho muito maior do que aquele até então anunciado", disse Moutinho.
O anúncio do plano ocorre dias depois de o governo ter divulgado um aumento de 3,8 por cento na taxa de desmatamento da Amazônia no período de um ano, de agosto de 2007 a julho deste ano, a primeira alta na taxa anual nos últimos quatro anos.
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