De acordo com pesquisa Ipea 19/11/2008 - 19h47min
Fonte: G1
Edição: Bárbara Rodrigues
Brasil lidera ranking de mortes intencionais entre emergentes
O Brasil está mais violento, porém menos desigual em relação a outros 10 países avaliados
De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta quarta-feira (19), o Brasil está mais violento, porém menos desigual em relação a outros 10 países avaliados. O Ipea constatou ainda que a população tem grandes dificuldades com leitura e também para fazer contas, mas possui alto poder de compra.
A comparação foi feita com países similares ao Brasil em termos de desigualdade, como a África do Sul, e com países de grande extensão territorial e população, como México, Argentina, China, Índia e Rússia. Outros países que integram o estudo são Espanha, Alemanha, Finlândia e Estados Unidos.
De acordo com o instituto, o Brasil é o país que lidera o ranking de mortes intencionais, como assassinatos. São 4,69 casos por 100 mil habitantes, quase o dobro do segundo colocado, a África do Sul (2,84 casos/100mil habitantes). O México (2,20 casos/100 mil habitantes) está na terceira colocação. Os menores indicadores são da Alemanha (0,07 casos/100 mil habitantes) e da Espanha (0,12 casos/100 mil habitantes).
No entanto, em relação aos danos auto-imputados, como suicídios, os índices brasileiros são baixos: 0,72 casos para cada 100 mil habitantes. Os países com mais casos são a China (2,98 casos/100 mil habitantes) e a Rússia (2,45 casos/100 mil habitantes).
Educação
Já em relação ao índice de desempenho em leitura, o estudo mostra que cerca de 80% da população brasileira consegue ler um texto, mas não o compreende em sua totalidade. Na Argentina, esse indicador é inferior a 80%, assim como no México. Na Rússia esse índice é de aproximadamente 65%, como no Chile. Além disso, o estudo mostra que apenas 5% da população brasileira consegue ler e compreender completamente o conteúdo e as nuances de um texto.
Em relação ao desempenho em questões de matemática, a pesquisa aponta que quase 90% da população brasileira não consegue fazer contas simples sem o auxílio de uma calculadora. Na Rússia e nos Estados Unidos, esse indicador é inferior a 60%, e na Alemanha, de 40%.
Desigualdade
Os dados positivos são em relação à equidade. O estudo mostra que o Brasil foi um dos países que mais reduziu a desigualdade social, ficando atrás apenas da Alemanha e da África do Sul. Os maiores aumentos foram registrados pela Rússia, China e Índia, nessa ordem.
Competitividade
De acordo o estudo, em termos de crescimento, o Brasil foi um dos países que menos cresceu, com índice de 2,7% entre 1995 e 2004. Os que apresentaram os maiores aumentos foram China (9,4%) e Índia (6,7%). Em relação à paridade do poder de compra, no entanto, o Brasil apresentou variações positivas de 35,6% entre 1975 e 2005. Mais uma vez, a China e a Índia apresentaram os maiores crescimentos, de 895,5% e 174,5%, respectivamente.
Para o coordenador do estudo, pesquisador Milko Matijascic, os dados mostram que “o Brasil ficou numa posição intermediária, porque preservou espaço de negociação, mas por não ter atuado de maneira mais pró-ativa perde oportunidades de melhorar condição de vida”.
Segundo ele, um dos pontos de destaque do estudo é mostrar que, apesar de ser um item importante no desenvolvimento de um país, a educação somente não é capaz de trazer desenvolvimento. “A educação é um fator extremamente importante, mas não impediu a Rússia, por exemplo, de ter uma retração econômica assustadora e muitos casos de violência”, argumentou.
A comparação foi feita com países similares ao Brasil em termos de desigualdade, como a África do Sul, e com países de grande extensão territorial e população, como México, Argentina, China, Índia e Rússia. Outros países que integram o estudo são Espanha, Alemanha, Finlândia e Estados Unidos.
De acordo com o instituto, o Brasil é o país que lidera o ranking de mortes intencionais, como assassinatos. São 4,69 casos por 100 mil habitantes, quase o dobro do segundo colocado, a África do Sul (2,84 casos/100mil habitantes). O México (2,20 casos/100 mil habitantes) está na terceira colocação. Os menores indicadores são da Alemanha (0,07 casos/100 mil habitantes) e da Espanha (0,12 casos/100 mil habitantes).
No entanto, em relação aos danos auto-imputados, como suicídios, os índices brasileiros são baixos: 0,72 casos para cada 100 mil habitantes. Os países com mais casos são a China (2,98 casos/100 mil habitantes) e a Rússia (2,45 casos/100 mil habitantes).
Educação
Já em relação ao índice de desempenho em leitura, o estudo mostra que cerca de 80% da população brasileira consegue ler um texto, mas não o compreende em sua totalidade. Na Argentina, esse indicador é inferior a 80%, assim como no México. Na Rússia esse índice é de aproximadamente 65%, como no Chile. Além disso, o estudo mostra que apenas 5% da população brasileira consegue ler e compreender completamente o conteúdo e as nuances de um texto.
Em relação ao desempenho em questões de matemática, a pesquisa aponta que quase 90% da população brasileira não consegue fazer contas simples sem o auxílio de uma calculadora. Na Rússia e nos Estados Unidos, esse indicador é inferior a 60%, e na Alemanha, de 40%.
Desigualdade
Os dados positivos são em relação à equidade. O estudo mostra que o Brasil foi um dos países que mais reduziu a desigualdade social, ficando atrás apenas da Alemanha e da África do Sul. Os maiores aumentos foram registrados pela Rússia, China e Índia, nessa ordem.
Competitividade
De acordo o estudo, em termos de crescimento, o Brasil foi um dos países que menos cresceu, com índice de 2,7% entre 1995 e 2004. Os que apresentaram os maiores aumentos foram China (9,4%) e Índia (6,7%). Em relação à paridade do poder de compra, no entanto, o Brasil apresentou variações positivas de 35,6% entre 1975 e 2005. Mais uma vez, a China e a Índia apresentaram os maiores crescimentos, de 895,5% e 174,5%, respectivamente.
Para o coordenador do estudo, pesquisador Milko Matijascic, os dados mostram que “o Brasil ficou numa posição intermediária, porque preservou espaço de negociação, mas por não ter atuado de maneira mais pró-ativa perde oportunidades de melhorar condição de vida”.
Segundo ele, um dos pontos de destaque do estudo é mostrar que, apesar de ser um item importante no desenvolvimento de um país, a educação somente não é capaz de trazer desenvolvimento. “A educação é um fator extremamente importante, mas não impediu a Rússia, por exemplo, de ter uma retração econômica assustadora e muitos casos de violência”, argumentou.
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